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Texto inédito do professor e pesquisador de Língua Portuguesa Dante Lucchesi (UFBA/CNPq) sobre a polêmica em torno do livro didático "Por uma Vida Melhor". Imprimir E-mail
Ter, 24 de Maio de 2011 11:10

Preconceito linguístico ou ensino democrático e pluralista?

Dante Lucchesi*
UFBA/CNPq

Nos últimos tempos, a sociedade brasileira vem aprofundando seu caráter democrático, não apenas com a distribuição de renda promovida pela ação dos programas sociais do Governo Federal, como também no reconhecimento da diferença como parte do respeito à dignidade da pessoa humana. Hoje o racismo é tipificado como crime pelo Código Penal, e está em curso no Congresso Nacional um projeto de lei contra a homofobia. No plano da cultura, manifestações de matrizes historicamente marginalizadas, como a africana, estão plenamente integradas, como os blocos afros no Carnaval da Bahia, a capoeira e o Candomblé. Porém, o preconceito e a intolerância ainda predominam em um plano essencial da cultura: a língua.

Nada mais revelador a esse respeito do que a comoção provocada pelo livro didático de língua portuguesa Por uma vida melhor, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), para a educação de jovens e adultos. A revolta se concentra em uma passagem do livro que diz que o aluno poderia dizer algo como “os livro”, em certos contextos, mas que deveria empregar a forma padrão “os livros”, sobretudo em situações formais para não ser vítima do preconceito linguístico.

Foi o suficiente para que políticos, jornalistas, intelectuais e professores manifestassem toda a sua perplexidade e indignação. Até uma procuradora do Ministério Público Federal, no melhor estilo udenista da Marcha com Deus pela Família, ameaçou com processo os responsáveis pela edição e pela distribuição do livro. Argumentou-se que, sendo a missão da escola ensinar a “forma correta”, não podia admitir o uso da “forma errada”; e que à escola cabia ensinar a norma culta, e não a popular. Chama a atenção, em primeiro lugar, o açodamento e leviandade de alguns posicionamentos, que revelaram que seus autores sequer se deram ao trabalho de ler o livro.

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A ALAB se posiciona em relação à polêmica em torno do livro didático de português "Por uma vida Melhor". Imprimir E-mail
Seg, 23 de Maio de 2011 11:01

Polêmica em relação a erros gramaticais em livro didático de Língua Portuguesa revela incompreensão da imprensa e população sobre a atuação do estudioso da linguagem

A divulgação da lista de obras aprovadas pelo Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) para o ensino da língua portuguesa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) provocou verdadeira celeuma na imprensa e comunidade acadêmica sobre a aprovação de obras com “erros” de língua portuguesa.

Frases como “Nós pega o peixe”, “os menino pega o peixe”, “Mas eu posso falar os livro” e outras que transgridem a norma culta, publicadas no livro Por uma Vida Melhor, aprovado pelo PNLD e distribuído em escolas da rede pública pelo MEC, causaram a indignação de jornalistas, professores de língua portuguesa e membros da Academia Brasileira de Letras.

O grande incômodo, relacionado ao fato do livro relativizar o uso da norma culta, substituindo a concepção de “certo e errado” por “adequado e inadequado”, retrata a incompreensão da imprensa e população em relação ao escopo de atuação de pesquisadores que se ocupam em compreender e analisar os usos situados da linguagem.

A polêmica em torno deste relativismo, assim como a interpretação deturpada de pesquisas na área da linguagem, não é nova. Em novembro de 2001, na reportagem de capa da Revista Veja, intitulada “Falar e escrever bem, eis a questão”, Pasquale Cipro Neto dirigiu-se ofensivamente a pesquisadores da área de linguagem que defendem a integração de outras variedades no ensino de língua portuguesa como uma corrente relativista e esquerdistas de meia pataca, idealizadores de “tudo o que é popular – inclusive a ignorância, como se ela fosse atributo, e não problema, do "povo" (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011).

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Curso de Atualização para Professores de Português como Língua Estrangeira Imprimir E-mail
Sex, 06 de Maio de 2011 10:49
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Professores de PLE para a Casa do Brasil no México Imprimir E-mail
Qui, 05 de Maio de 2011 10:01

A Casa do Brasil no México está contratando Professores de PLE para trabalhar na Cidade do México. Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho da Casa do Brasil, visitem os sites:

A Casa do Brasil é um Instituto Cultural dedicado ao ensino de Português na Cidade do México, com uma trajetória de mais de 10 anos. Desde o ano de 2007, realizamos editais de convocação em diferentes pontos de divulgação, com a intenção de atrair novos Professores, interessados numa excelente oportunidade de trabalho e de experiência de vida, por um período de um ano. O Instituto oferece:

  • Visto de Trabalho;
  • Hospedagem paga nos dois meses iniciais de estadia;
  • Salário competitivo;
  • Aulas em grupo, no Instituto, e a empresas na capital mexicana;
  • Material próprio e um ótimo ambiente de trabalho.

Para receber o Edital de Convocação completo, peço que entrem em contato comigo: Este endereço de end-el está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

A informação foi enviada por Simone Tosta

 
Rio-pretenses ensinam português a distância Imprimir E-mail
Seg, 11 de Abril de 2011 15:38

Ferramentas da internet auxiliam alunos em intercâmbio cultural. Criado em 2005 pelo professor João Antonio Telles, da Unesp de Assis, em parceria com professores do campus rio-pretense, o projeto Teletandem auxilia estudantes a melhorar seu desenvolvimento nas línguas inglesa e espanhola.

Clique aqui e acesse a notícia completa.

A informação foi enviada por Christiane Moisés.

 
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