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III SIMELP, Por Viviane Bagio Furtoso (UEL-SIPLE) Imprimir E-mail
Seg, 19 de Setembro de 2011 10:08

A SIPLE parabeniza à coordenação geral do III SIMELP – Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa, realizado de 30/08 a 02/09/2011 na Universidade de Macau, pelo excelente trabalho e acolhimento de mais de 350 congressistas que se deslocaram, de todas as partes do mundo, para o continente asiático.

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Programa Leitorado Imprimir E-mail
Seg, 08 de Agosto de 2011 09:44

O Programa de Leitorado financia professores interessados em divulgar a cultura brasileira em instituições universitárias estrangeiras. As vagas para leitor, função regulamentada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) desde 1999, é uma parceria da CAPES com o MRE. Inscrições até 24/08/11.

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Professor Francisco Gomes de Mattos é convidado para integrar a WORLD DIGNITY UNIVERSITY Imprimir E-mail
Qui, 26 de Maio de 2011 13:35

Francisco Gomes de Matos,Professor Emérito da Universidade Federal de Pernambuco e Sócio Honorário da SIPLE, foi convidado para integrar o grupo de fundadores da WORLD DIGNITY UNIVERSITY, a ser lançada em Oslo,Noruega, 24 de junho próximo.

Essa universidade,virtual,global,multilocal tem como missão ajudar a educar para a dignidade.Fruto do trabalho da rede mundial Human Dignity and Humiliation Studies. Detalhes sobre essa iniciativa: www.humiliationstudies.org/education/education/php

Prof.Gomes de Matos,um dos pioneiros no Ensino de Português Língua Estrangeira no Brasil,é também conhecido por sua atuação pioneira como linguista da Paz. Cf.no Google:Linguística da Paz:uma experiência brasileira.Atualmente,preside o Conselho da ABA Associação Brasil América,Recife. Ensina Linguística Aplicada ao Ensino de Português no Curso de Especialização da FAFIRE,Faculdade Frassinetti do Recife.

 
Texto inédito do professor e pesquisador de Língua Portuguesa Dante Lucchesi (UFBA/CNPq) sobre a polêmica em torno do livro didático "Por uma Vida Melhor". Imprimir E-mail
Ter, 24 de Maio de 2011 11:10

Preconceito linguístico ou ensino democrático e pluralista?

Dante Lucchesi*
UFBA/CNPq

Nos últimos tempos, a sociedade brasileira vem aprofundando seu caráter democrático, não apenas com a distribuição de renda promovida pela ação dos programas sociais do Governo Federal, como também no reconhecimento da diferença como parte do respeito à dignidade da pessoa humana. Hoje o racismo é tipificado como crime pelo Código Penal, e está em curso no Congresso Nacional um projeto de lei contra a homofobia. No plano da cultura, manifestações de matrizes historicamente marginalizadas, como a africana, estão plenamente integradas, como os blocos afros no Carnaval da Bahia, a capoeira e o Candomblé. Porém, o preconceito e a intolerância ainda predominam em um plano essencial da cultura: a língua.

Nada mais revelador a esse respeito do que a comoção provocada pelo livro didático de língua portuguesa Por uma vida melhor, distribuído pelo Programa Nacional do Livro Didático, do Ministério da Educação (MEC), para a educação de jovens e adultos. A revolta se concentra em uma passagem do livro que diz que o aluno poderia dizer algo como “os livro”, em certos contextos, mas que deveria empregar a forma padrão “os livros”, sobretudo em situações formais para não ser vítima do preconceito linguístico.

Foi o suficiente para que políticos, jornalistas, intelectuais e professores manifestassem toda a sua perplexidade e indignação. Até uma procuradora do Ministério Público Federal, no melhor estilo udenista da Marcha com Deus pela Família, ameaçou com processo os responsáveis pela edição e pela distribuição do livro. Argumentou-se que, sendo a missão da escola ensinar a “forma correta”, não podia admitir o uso da “forma errada”; e que à escola cabia ensinar a norma culta, e não a popular. Chama a atenção, em primeiro lugar, o açodamento e leviandade de alguns posicionamentos, que revelaram que seus autores sequer se deram ao trabalho de ler o livro.

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A ALAB se posiciona em relação à polêmica em torno do livro didático de português "Por uma vida Melhor". Imprimir E-mail
Seg, 23 de Maio de 2011 11:01

Polêmica em relação a erros gramaticais em livro didático de Língua Portuguesa revela incompreensão da imprensa e população sobre a atuação do estudioso da linguagem

A divulgação da lista de obras aprovadas pelo Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) para o ensino da língua portuguesa na Educação de Jovens e Adultos (EJA) provocou verdadeira celeuma na imprensa e comunidade acadêmica sobre a aprovação de obras com “erros” de língua portuguesa.

Frases como “Nós pega o peixe”, “os menino pega o peixe”, “Mas eu posso falar os livro” e outras que transgridem a norma culta, publicadas no livro Por uma Vida Melhor, aprovado pelo PNLD e distribuído em escolas da rede pública pelo MEC, causaram a indignação de jornalistas, professores de língua portuguesa e membros da Academia Brasileira de Letras.

O grande incômodo, relacionado ao fato do livro relativizar o uso da norma culta, substituindo a concepção de “certo e errado” por “adequado e inadequado”, retrata a incompreensão da imprensa e população em relação ao escopo de atuação de pesquisadores que se ocupam em compreender e analisar os usos situados da linguagem.

A polêmica em torno deste relativismo, assim como a interpretação deturpada de pesquisas na área da linguagem, não é nova. Em novembro de 2001, na reportagem de capa da Revista Veja, intitulada “Falar e escrever bem, eis a questão”, Pasquale Cipro Neto dirigiu-se ofensivamente a pesquisadores da área de linguagem que defendem a integração de outras variedades no ensino de língua portuguesa como uma corrente relativista e esquerdistas de meia pataca, idealizadores de “tudo o que é popular – inclusive a ignorância, como se ela fosse atributo, e não problema, do "povo" (Fonte, Veja Online, consultada em 20.05.2011).

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