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Escrito por Fidel Armando Cañas   

A Revista SIPLE funciona como um canal internacional de comunicação profissional e científica no âmbito do ensino, aprendizagem e formação de agentes de Português como Língua Estrangeira PLE. Pretende, pois, ser a difusora de ideias que tenham ocorrido aos diversos autores como tópicos de reflexão e pesquisa, principalmente pesquisa de natureza aplicada, inscrevendo, assim, o registro do nosso tempo sobre os processos interconexos de aprender/adquirir e de ensinar Português e culturas de língua portuguesa a falantes de outras línguas.

Como exposto há 6 anos pelo Editor-Chefe, Dr. José Carlos Paes de Almeida Filho, a política editorial é caracterizada pela liberdade de escolha dos tópicos nos múltiplos temas que compõem as linhas de investigação e a agenda espontânea de pesquisa em PLE como área do Ensino e Aquisição de Línguas, que por sua vez se filia à Linguística Aplicada e que em última instância se vincula à área maior da Linguagem.

O presente volume começa com um panorama do Ensino de Português no contexto dos refugiados. O texto, cuidadosamente elaborado por Amado, constrói historicamente o processo do Brasil como país de ampla tradição de imigração. A autora ressalta o fato de que só recentemente os governos têm atentado para a urgência de um atendimento ao imigrante refugiado que o insira na sociedade envolvente. Um dos elementos indispensáveis dessa inserção, no caso brasileiro, é o ensino de português como língua de acolhimento.

Continuando com as múltiplas arestas desta edição, Cunha traz a história de vida de um brasileiro imigrante em Trinidad e Tobago, e analisa as estratégias por ele usadas para legar a seu filho a língua portuguesa, colocando a discussão do Português como Língua de Herança. Ferreira, por outro lado, apresenta a abordagem do Exame Celpe-Bras, a visão de linguagem e proficiência que subjazem ao Exame, e a cultura como elemento inseparável, e, portanto, considerada como parte integrante da língua. A autora aborda a leitura e escrita no contexto de alunos hispanofalantes, e mostra aspectos passíveis de serem otimizados na sala de aula com o inuito de preparar os alunos adequadamente para realizar o Celpe-Bras.

Dos aprendentes passamos para os docentes no texto de Ferraz e Castro. No artigo, eles analisam como os docentes de PLE utilizam textos multimodais presentes em materiais didáticos dessa área. Na análise, os autores asseveram que os professores participantes da pesquisa não realizam um trabalho sistematizado com os textos multimodais e, por isso, alguns estereótipos brasileiros são reforçados por meio dos materiais didáticos.

Do Brasil saltamos para o Japão, com o retrato histórico proposto por Hayashi. Nele, o autor descreve as implicações históricas do panorama atual de ensino de PLE naquele país. O autor esboça a situação de ensino de português nas escolas e universidades japonesas nos últimos anos.

Dando continuidade aos trabalhos históricos, Cañas e Teixeira apresentam uma possibilidade de análise de abordagem do padre jesuíta José de Anchietaà época colonial do Brasil por meio de insumos textuais. Os autores pretendem dar os primeiros traços dos métodos de ensino de línguas outrora utilizados que poderiam concluir que houve sinais de ensino comunicativo na época colonial brasileira.

Forte analisa as obras de arte nacionais tanto figurativas como abstratas, com o intuito de utilizá-las em aulas de PLE. Além do ensino da língua-alvo, a autora afirma que as imagens funcionam como elementos provocadores da conversação e permitem o ensino baseado em conteúdos: história da arte, cultura brasileira e interculturalidade.

Finalmente, Clerici apresenta um estudo comparativo das línguas portuguesa e espanhola e afirma que dita análise é importante pois possibilita a compreensão das divergências semânticas e fonéticas e pode evitar obstáculos na comunicação. A competência comunicativa em língua estrangeira deve, segundo a autora, vir acompanhada da competência cultural e pragmática que, além de conhecer as palavras, exige o conhecimento do uso que se faz delas.

Como Revista SIPLE, o nosso desejo, é o de que o periódico seja acolhedor da melhor produção nacional e além-fronteiras, que tenha sensibilidade para antever sempre os textos que nos (re)construirão e que mantenha o ritmo constante e pontual de construção do edifício de reflexões e pesquisas aplicadas na área do PLE. Boa leitura a todos e todas.

Fidel Armando Cañas
Editor-Executivo Revista SIPLE
Novembro/2013

 

 

 

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