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Interfaces Japonês-Português: implicações históricas para o atual panorama de ensino de PLE na terra do sol nascente Imprimir E-mail
Escrito por Renan Kenji Sales Hayashi - Universidade de Brasília   

Resumo:

Este artigo pretende descrever as implicações históricas para o panorama atual do ensino de Português como Língua Estrangeira (PLE) no Japão. Portanto, começamos com uma descrição dos contatos das línguas portuguesa e japonesa dos séculos 16˚ ao 20˚. Por conseguinte, analiso o PLE atual ofertado nas escolas e universidades no país oriental.

Palavras-chave:Ensino de português como língua estrangeira (PLE). Ensino de PLE fora do Brasil. Ensino de línguas distantes. História do Ensino de Línguas.

Abstract:

This article aims to describe the historical implications for the current panorama of teaching Portuguese as foreign language (PFL) in Japan. Therefore, we begin with a description of Portuguese-Japanese language contacts from 16th up to 20th century. Thereafter, we analyze the current PFL offer in Japanese schools and universities. 

Key words:Portuguese as a Foreing Language (PFL). Portuguese teaching outside Brasil. Distant languages teaching. Language Teaching History.

Introdução

Historicamente, Brasil e Japão têm mantido fortes laços culturais por meio de acordos diplomáticos, cooperação técnica e negociações comerciais de estímulo à economia de ambos os países. Atualmente, é possível observar uma comunidade expressiva de brasileiros, descendentes de japoneses ou não, vivendo nas cidades do Japão.  Por conta do grande número de escolas para brasileiros, o governo japonês passou a reconhecer a importância que a língua portuguesa exercia nas comunidades nipo-brasileiras e fora delas. Isso possibilitou que o português fosse oficialmente ofertado nas escolas, associações e também em algumas universidades do Japão como PLE. Contudo, cumpre-nos perguntar: Como ocorreu esse processo de reconhecimento do PLE no Japão? Quais foram as implicações históricas que contribuíram para a atual configuração do panorama de ensino de PLE no Japão?

São essas as perguntas que o presente artigo tentará responder. Para tanto, inicialmente traçamos um panorama histórico partindo do século XVI, passando pelo XX e seguindo até a presente data.  Em seguida, descrevemos o atual cenário das escolas para brasileiros no Japão. Por fim, delineamos brevemente o atual panorama de ensino de língua portuguesa como língua estrangeira (doravante PLE) no Japão. Desejamos com este artigo localizar o atual estágio de desenvolvimento do ensino de PLE no Japão, tendo em vista seus fatores históricos como mais proeminentemente decisivos e norteadores.

Século XVI: primeiros contatos 

Kono (2001) nos assevera que as nações de língua portuguesa e a de língua japonesa mantiveram contatos históricos em três grandes momentos: o primeiro deles ocorrido no século XVI, com a chegada dos portugueses à ilha de Kyûshû, Japão. Em seguida, no começo do século XX, por volta dos anos 1900 com a migração dos japoneses ao Brasil e ao final do mesmo século, em meados de 1990, com a ida ao Japão de brasileiros descendentes de japoneses para trabalhar nas fábricas do país, os chamados decasséguis.

Esses três marcos sócio-históricos possibilitaram que as línguas entrassem em contato e ocorressem empréstimos lexicais de ambas as línguas. No século XVI, esse fenômeno se mostrou latente por meio da análise de documentos japoneses ligados ao cristianismo. Palavras como dochiriina-kirishitan (doutrina cristã), katekizumo (catequismo) e karidaade (caridade) são encontradas nesses documentos revelando forte influência do português e do latim nas escrituras cristãs em língua japonesa (KONO, 2001, p. 44). Esse fato se deve à política expansionista de Portugal à época, a qual além de buscar novos e promissores mercados comerciais, preconizava a ida de jesuítas às localidades para conversão dos povos conquistados ao catolicismo por meio do catecismo.

Sakurai (2008, p. 107) revela que os jesuítas conseguiram converter um expressivo número de japoneses durante o século XVI. Para tanto, inicialmente, utilizavam os serviços de intérpretes chineses. Porém, com tempo e dedicação, assimilaram o japonês e passaram a fazer as pregações na própria língua dos catequizados. Tamanha foi a assimilação que, em 1602, os portugueses organizaram o primeiro dicionário bilíngue português/japonês.

Esse primeiro contato entre as línguas e os povos gerou muitos frutos ainda hoje observáveis, como as obras Vocabvlario da lingoa de Iapam (1603) e Arte da lingoa de Iapam composta pello Padre João Rodriguez da Cõpanhia de IESV (1604). Embora esse primeiro contato tenha sido amistoso e frutífero, ele se encerra em meados do século XVII. Nesse período, ocorre a expulsão dos portugueses das terras japonesas durante o período de unificação do país, sob comando do chefe militar Toyotomi Hideyoshi, e consequentemente, a proibição do cristianismo. Somente cerca de 250 anos depois, poderemos identificar outro marco histórico de contato entre as línguas e entre as nações, agora nas terras brasileiras.

Século XX: fluxos migratórios

O século XX é marcado por dois fluxos migratórios entre Brasil e Japão, os quais redesenharam os rumos da história dos países de maneira significativa. O primeiro deles ocorreu em 1908, com a chegada dos primeiros japoneses às terras brasileiras (YAMANAKA, 2003, p. 161). Esses japoneses, junto aos portugueses, italianos e espanhóis vieram ao Brasil em busca de suprir a escassez de mão-de-obra nas lavouras do sudeste do país, tendo em vista que a abolição da escravidão dos negros havia ocorrido anos antes, em 1888. Além disso, muitos deles vinham ao Brasil com a esperança de conseguir melhores condições de vida e, posteriormente, retornar aos seus países de origem.

O auge desse fluxo emigratório ao Brasil ocorreu em 1925, quando o governo japonês instituiu uma política nacional de imigração, a qual possibilitou que, entre 1925 e 1934, mais de 120.000 japoneses deixassem sua terra natal rumo aos cafezais do sudeste do Brasil (SKIDMORE, 1990). Entretanto, o governo brasileiro observando essa intensa chegada de estrangeiros ao país, sobrecarregando os postos de trabalho e retirando as oportunidades dos brasileiros, institui uma política anti-imigração a fim de frear a chegada de imigrantes ao Brasil e fortalecer as determinações do Estado Novo, sob a égide da constituição de 1934 (SANTOS, 2006).

Nesse período, tal como ocorrido no século XVI, é possível observar que o contato das línguas portuguesa e japonesa gerou uma relação de empréstimo lexical para condução das atividades relativas à colônia dos japoneses, bem como ao trabalho desenvolvido nas lavouras. Weinreich (1974, p. 91 tradução minha) afirma que “as novidades do habitat criam uma necessidade entre os imigrantes de se adequarem ao vocabulário” do novo país. Nesse sentido, os japoneses emprestaram palavras como tomate, enxada, camarada à sua fala cotidiana em língua japonesa (KONO, 2001, p. 44).

O segundo fluxo imigratório do século XX, terceiro entre os três elencados neste artigo, ocorreu por volta dos anos 1990. Nesse momento, os brasileiros descendentes de japoneses fizeram o movimento inverso de seus ancestrais, retornando à terra do sol nascente. Podemos identificar esse movimento de emigração de brasileiros ancorado em importantes conjunturas em cada um dos países. A primeira delas diz respeito à situação econômica do Brasil em meados das décadas de 80/90. Nesse período, o país sofria uma grave crise econômica que gerava dificuldade financeira em grande partes das famílias brasileiras.

Concomitantemente, ocorria no Japão a revisão e alteração da Lei Complementar de Imigração, em 1990, a qual abriu as portas para os descendentes sem cidadania japonesa a migrarem ao Japão, juntamente com suas famílias (TONGU, 2010; YAMANAKA, 2003). Além disso, nessa época ocorria no Japão um boom econômico, no qual as fábricas de automóveis e eletrônicos precisavam de muita mão-de-obra para aumentar a produção desses produtos e atender à crescente demanda dos mercados interno e externo (HIGUCHI, 2005).   

Nesse sentido, a imigração parecia um bom caminho a ser seguido pelos brasileiros a fim de escaparem das dificuldades financeiras do Brasil e obter maiores recursos trabalhando nas fábricas do Japão. Yamanaka (2003, p. 155) nos conta que esse momento sócio-histórico que o Japão vivenciava, propiciou a imigração de mais de 200.000 descendentes ao solo japonês, sendo que grande parte destes era de decasséguis. Estes imigrantes estabeleceram residência em torno das fábricas que demandaram sua força de trabalho. Os brasileiros, mais especificamente, fixaram moradia e postos de trabalho nas províncias de Aichi, Gunma, Ibaraki e Shizuoka (TONGU, 2010).

Com a chegada dessa população expressiva de brasileiros, as províncias testemunharam o estabelecimento de pequenos comércios locais destinados ao público brasileiro, a organização de algumas igrejas cristãs com celebrações em português, a produção de jornais e programas de rádio destinados à comunidade de descendentes, bem como a construção de escolas para os filhos de brasileiros, cujos pais desejavam que o ensino fosse ministrado também em português (YAMANAKA, p.167). Assim, nasceram as primeiras escolas voltadas para o público brasileiro nas cidades japonesas.       

Escolas para brasileiros e o ensino de português

Acompanhando o crescimento do número de crianças e adolescentes brasileiros no Japão, apura-se também o aumento de escolas brasileiras voltadas exclusivamente a esse público. Tamanho foi o incremento no número dessas escolas que, em 2001, foi fundada a Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ). Essa organização não governamental objetiva, entre outras coisas, representar e defender as escolas brasileiras junto à embaixada brasileira e aos órgãos educacionais em território japonês ou não, observando normas brasileiras e japonesas (YOSHIMURA, 2008 apud TONGU, 2010, p.137).

Junto ao crescimento das escolas, houve também o aumento da oferta de ensino de português aos filhos dos brasileiros, pois grande parte dessas crianças e adolescentes não conseguia acompanhar o ensino ministrado em língua japonesa nas escolas públicas do país, nem lidavam de maneira saudável com a grande competitividade existente nos bancos das escolas nipônicas (HIGUCHI, 2006; SUGINO, 2004; TONGU, 2010). Sugino (2004) nos descreve que grande parte das crianças brasileiras que frequenta a escola japonesa, acabam por entrar em um círculo vicioso, no qual ao ingressarem na escola japonesa, se dão conta de sua estrangeiridade.

Acreditando nessa estrangeiridade e possuindo baixa proficiência em língua japonesa, as crianças brasileiras não conseguem interagir com colegas japoneses, ficando excluídas das atividades e sem conseguir ajuda para superar os obstáculos da língua. Uma vez que não superam o obstáculo da língua, se sentem cada vez mais estrangeiras (SUGINO, op. cit. p.4). Nesse contexto, muitos brasileiros optam por retirarem seus filhos da escola pública japonesa e arcar com os custos da escola brasileira, que via de regra é privada, temerosos que seus filhos desmotivados com o rígido sistema educacional, abandonem a escola.

O governo japonês observando essa crescente demanda de escolas para brasileiros, bem como identificando esses fenômenos relacionados à dificuldade dos brasileiros em acompanhar o ensino ministrado em língua japonesa, passa a reconhecer a legitimidade das escolas cujo ensino seja integralmente ministrado em português. Assim, possibilita que os créditos dessas escolas possam ser transferidos e validados em escolas do Brasil, caso os alunos retornem ao seu país de origem. O primeiro desses casos ocorreu em 2002, quando Hamamatsu Board Education reconheceu a validade de três escolas de ensino privado para brasileiros, o que abriu precedente para outras escolas do mesmo tipo (YAMANAKA, 2003, p. 168)

Nesse sentido, pode-se notar a força e a representatividade que os brasileiros, e por conseguinte a língua portuguesa, têm exercido e ainda exercem na sociedade japonesa. Tanto que nas províncias com maior concentração de brasileiros, como Shizuoka, as placas de sinalização vertical são indicadas em língua japonesa e em língua portuguesa[1], conforme pode ser visualizado abaixo:      


Fonte: http://www.ipcdigital.com/       


Fonte: idem, ibidem.

Ensino de PLE e as universidades japonesas

Como descrito acima, a língua portuguesa e a língua japonesa historicamente têm mantido estreita relação, seja pelo fenômeno de contato entre as línguas e consequente empréstimo lexical, seja pelo reconhecimento da força de atuação que a língua da nação-amiga tem em seu território. Tal reconhecimento possibilita que hoje em dia, as escolas situadas no Japão possam ofertar ensino ao público brasileiro em língua portuguesa, mediante instituição de normas de validação e transferência de créditos para as escolas situadas no Brasil.

Além disso, o fato de o Brasil e o Japão terem mantidos relacionamento estreito e imbicado ao longo da história, viabilizou que ambos os países reconhecessem a importância de se preservar e incentivar a língua e cultura do outro. Cumpre-nos ressaltar que, embora o reconhecimento das escolas só tenha ocorrido nos anos 2000, algumas universidades japonesas já ofertavam PLE há pelo menos 80 anos, conforme assevera Kono (2012). O autor (op. cit.) nos informa que desde 1916, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Tóquio já ofertava o curso de graduação em língua portuguesa (PLE), conduzido pelo historiados português João Abranches Pinto. A opção por ofertar esse curso emanou paralelamente às iniciativas de imigração instituídas pelo governo da época. Desde então essa oferta só aumentou.

Nos anos seguintes, a Universidade de Sophia (1964), Universidade de Estudos Estrangeiros de Kyôto (1964) Universidade de Estudos Estrangeiros de Ôsaka (1967) e a Universidade de Tenri (1990, abolido em 2010) organizaram seus cursos de graduação em PLE. Inicialmente, os cursos eram voltados para o ensino-aprendizagem da variedade de Portugal. Entretanto, levando-se em consideração a relevância histórica do Brasil para os japoneses, os cursos de graduação passaram a ensinar majoritariamente o português do Brasil (KONO, op. cit.).

Atualmente, a oferta de PLE na terra do sol nascente é bastante expressiva. De acordo com a embaixada do Brasil no Japão, além dos 9 centros de estudos luso-brasileiros, existem 6 universidade com departamentos de língua portuguesa (Kanda, Kyôto, Ôsaka, Sofia, Tóquio e Tenri) que oferecem cursos de graduação, somados as universidades que ofertam PLE como disciplina opcional (Kyôto, Musashino, Oita, Rikkyô, Ryûtsû Keizai e Takushoku).  

Nesse sentido, é interessante notar que toda essa relevância conferida ao ensino de PLE, mediante instituição de centros de estudos luso-brasileiros, departamento em universidades e associações não teria tido a dimensão que goza atualmente sem os fatores históricos vivenciados pelos países como pano de fundo para pivotar esse processo. O fato de ambas as nações reconhecerem a importância desses fatores levou não somente o Japão a ofertar PLE em suas universidades, mas também o Brasil a instituir cursos de graduação em língua japonesa nas universidade federais ao redor do país. Fato este que possibilita a colaboração científica e a diminuição das barreiras ainda existentes entre as nações, impulsionando os países, mesmo que em amplitudes diferentes, a chegar mais longe.

Considerações finais

 O presente artigo buscou localizar o atual panorama de ensino de PLE nas escolas e nas universidades japonesas mediantes as implicações históricas dos contatos português-japonês e Brasil-Japão. Analisamos três momentos sócio-históricos relevantes nas trajetórias de ambos os países: século XVI, século XX – anos de 1900 e 1990 – buscando identificar os momentos relevantes que uniram as nações e ajudaram a constituir o atual panorama de oferta de PLE no Japão. Não desejamos com este artigo esgotar as possibilidades de exploração da temática. Pelo contrário, esperamos que surjam a partir dele mais investigações para melhor entendermos as motivações históricas que conduziram ao atual estágio de envolvimento do Japão com o ensino de PLE.

Referências Bibliográficas

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  • WEINREICH, U. Languages in Contact. Mouton: The Hague-Paris, 1974.


[1]
A despeito dos descumprimentos do padrão da norma culta observáveis nas imagens acima – “É proibido [sic] entrada de pessoa [sic] estranhas [...]” e “Não pode atravesar [sic]” – o intuito da inclusão dessas imagens objetiva ilustrar a presença significativa da língua portuguesa em províncias da sociedade japonesa atual, e não descreditar quaisquer esforços relacionados ao uso da língua portuguesa em seu padrão culto.  

 

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