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Escrito por José Carlos P. Almeida Filho   

A área de Português Língua Estrangeira/Ensino, Aprendizagem e Formação de Agentes, conhecida pela sigla PLE ao longo das últimas décadas, segue sua trajetória de amadurecimento e propagação nos países de língua portuguesa e no mundo. A Revista SIPLE, porta-voz do movimento que ganhou escala desde os anos 80 no Brasil, segue também sua missão de colecionar, selecionar e difundir mundo afora as iniciativas em prol do PLE.  Neste volume, apresentamos um rol de artigos que indiciam o curso do desenvolvimento do PLE em países como a Inglaterra, Brasil e China. Nosso volume anterior aprofundou-se especificamente na produção de ideias para o ensino de Português no Oriente.

A Revista SIPLE é única em sua categoria no mundo e visa manter aberto um canal mundial de difusão de trabalhos originais ao redor do ensino de Português e culturas de países de língua portuguesa a falantes de outras línguas. A Revista é produzida em Português no interior do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada da Universidade de Brasília por Comissão Editorial especializada e está integrada com o movimento SIPLE liderado pela Sociedade Internacional para o Português Língua Estrangeira.

Iniciamos este número da Revista com trabalhos reunidos em torno do ensino de PLE no Reino Unido, um país com longa tradição de oferta de cursos universitários de língua portuguesa e com iniciativas mais recentes de alargamento do seu escopo de ofertas a indicar uma tendência maior nos países europeus da Zona do Euro.  O artigo de Ana Souza e Olga Barradas abre o número colocando o panorama do Ensino de PLE no Reino Unido e tratando de uma especialidade em alta do PLE que é o Ensino de PLE como Língua de Herança. A Revista SIPLE tem publicado contribuições basilares nessa modalidade em números anteriores, mas desta feita fica localizada a experiência na Inglaterra e não na América do Norte como tem ocorrido com maior frequência.  A ampliação do leque prossegue com o trabalho de Kenya Silva relatando a experiência de uma assistente de classe numa escola primária de Londres que oferece um ambiente bilíngüe Português-Inglês de estudos visando a melhor integração de alunos de extração brasileira na comunidade circundante.  Em seguida aparece o texto de Francisco-Aparecido Mattos-Schreiber sobre uma experiência singular de ensinar matemática em PLE e facilitar a inserção escolar de estudantes do Ensino Médio numa escola também de Londres.  A sequência de artigos versando sobre o contexto inglês se encerra com o artigo de Antonio Márcio da Silva. Esse texto focaliza o ensino do PLE em nível universitário buscando caracterizar um lugar sui generis para o ensino do PLE.

Da Inglaterra saltamos para o sul da China, onde uma experiência de uso conversacional em Português é observada e analisada quanto ao uso de marcadores conversacionais salientes. Aspectos importantes da interlíngua de aprendentes chineses de PLE são destacados no artigo de Xu e Jatobá e podem nos ajudar tanto a ensinar melhor quanto a compreender fenômenos da língua transicional de chineses rumo à competência comunicativa em português.

Da China retornamos ao Brasil com os estudos de Santos & Alomba Ribeiro sobre o uso de mídia eletrônica no envolvimento de alunos de PLE tendo o texto como foco numa diversidade de gêneros. Essa perspectiva fortalece uma tendência de uso cada vez mais intenso da mídia eletrônica no ensino de línguas em geral e no de PLE de forma específica. Ainda no Brasil, arredondamos o arco de contribuições com o artigo panorâmico sobre o Ensino de PLE em países do Cone Sul (Argentina, Brasil e Chile) ou ABC conforme alcunham os autores essa tríplice conjunção de países.  O texto de Castro-Neto, González, Láscar-Alarcon e Curadelli ensaia a escritura de uma trajetória histórica do incremento em décadas recentes da oferta cruzada de PLE nos dois países de língua espanhola e do Espanhol no Brasil buscando um elucidador paralelismo na análise.

Os leitores hão de convir que este número revela na sua metamensagem a força promissora do PLE ao redor do mundo e em números subsequentes seguiremos com a tarefa prazerosa de documentar e analisar a trajetória de incremento das culturas de língua portuguesa e da língua portuguesa ao redor do mundo.

Na seção de Resenhas trazemos a cuidadosa análise de um livro didático publicado recentemente na Argentina realizada por González. O material impresso para ensino do PLE indicia a absorção de elementos comunicacionais/interacionais/culturais na preparação de manuais na Argentina, país que tem liderado na América do Sul o ensino de PLE e a formação crítica de quadros para o ensino profissional do PLE.

Brasília, DF
28 de agosto de 2013

        José Carlos P. Almeida Filho
Editor-Chefe

 

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