Skip to content

Green color

    Increase font size  Decrease font size  Default font size  Skip to content
Apresentação Imprimir E-mail
Escrito por Ricardo Moutinho   

O constante crescimento do interesse pela língua portuguesa na China, em razão dos inúmeros acordos bilaterais que esse país tem realizado com as nações de língua oficial portuguesa, fez com que o número de cursos de PLE oferecidos nas universidades chinesas aumentassem exponencialmente nos últimos anos. Como é natural, essas universidades exigem professores cada vez mais qualificados, capazes de atender às demandas estratégicas de qualquer instituição de ensino superior que queira se destacar no âmbito nacional e internacional, demandas essas que se referem à qualidade de ensino e de pesquisa.

Para isso, os professores de PLE (maioritariamente de nacionalidade chinesa) dessas universidades têm ingressado em programas de pós-graduação em instituições de Portugal, Macau e do Brasil. Tratam-se de professores no início de suas carreiras científicas, embora alguns com já alguns anos de experiência no ensino. Esses profissionais buscam uma maior qualificação acadêmica e, consequentemente, começam a contribuir para o aumento de pesquisas realizadas no âmbito de PLE e para a institucionalização desse âmbito de investigação na China, fato esse que trará importantes pistas para outros profissionais que futuramente estarão representando a língua portuguesa em nosso gigante parceiro asiático.

Por essa razão, não poderíamos deixar de voltar o nosso olhar para esse novo horizonte que se abre para nós professores de PLE e para os aprendentes chineses, que cada vez mais farão parte desse espaço constitutivamente heterogêneo e pluricultural chamado língua portuguesa. Sendo assim, apresentamos o número 5 da Revista SIPLE, que foca o ensino de PLE no contexto Chinês.

Reunimos, neste número, textos de professores com uma certa vivência na área de PLE (ensino e investigação) e de professores em início de suas carreiras acadêmicas para contextualizar aquilo que já tem sido feito e apresentar aquilo que se começou a fazer em PLE nas diversas instituições chinesas onde o nosso espaço de atuação ganha corpo.

Inicialmente, apresentamos os trabalhos relizados em Macau, espaço enraigado pelas tradições sino-lusófonas e de intersecção das culturas chinesa e dos países de língua portuguesa. Maria José Grosso& Ricardo Moutinho, Ana Paula Dias e Rui Rocha discutem o espaço atual da língua portuguesa no território, abordando aspectos respectivamente sobre atitudes de aprendentes universitários em relação ao ensino de português, abordagem intercultural para o ensino de PLE e formação de professores em Macau. Posteriormente, trazemos as visões e perspectivas de professores que atuam na China continental. Júlio Jatobá, Liu Quan e Shang Xuejiao exploram tópicos respectivamente sobre formação de tradutores chines-português, autonomia da aprendizagem por parte de alunos chineses de PLE e traços da língua materna em textos escritos poraprendentes chineses de PLE. Para finalizar, Weiqi Zhang e Cristina Água-Mel fornecem-nos considerações extremamente relevantes sobre o uso de recursos didáticos nas aulas de PLE na China.

É com muita alegria e satisfação que convido todos a uma leitura agradável e enriquecedora sobre os aspectos trabalhados no âmbito do ensino de PLE na China. A todos os autores que participam deste número, os meus sinceros agradecimentos pelo esforço dedicado aessas valiosas contribuições que seguem. A todos, boa leitura!

Ricardo Moutinho
Organizador deste número da Revista SIPLE

 

Pesquisar