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APRESENTAÇÃO Imprimir E-mail

Uma revista em seu terceiro número é uma promessa ainda, mas a concretude de seu conteúdo com oito artigos originais é uma pequena vitória. Ainda nos faltam boas condições de equipe para tocar com celeridade a seleção e edição dos artigos que nos chegam de cidades, regiões e países tão diversos como a própria SIPLE soe ser.

É uma alegria poder trabalhar voluntariamente e na adversidade inerente a uma área que busca institucionalização e políticas que lhe dêem identidade e colocar no ar (interessante dizer no ar e não no papel) oito contribuições que foram avaliadas e tramitadas para chegarem aos nossos leitores no mundo com a máxima qualidade que exigimos de nossa produção científico-profissional.

O número que ora tornamos público abre com o importante tópico da escolha e estudo da variante brasileira como norma para ensino do Português Língua Estrangeira, particularmente nos países sul-americanos que estão se voltando com interesse crescente para o Português do Brasil. O texto de Leda Corrêa e Sérgio Ricardo Lima são um alento para essa frente de estudos fonológicos aplicados sobre o PLE.

Em seguida abrimos para o ensino e problemática de duas habilidades  que compõem a fruição de uma língua aprendida depois da primeira ou segunda: a compreensão de leitura numa moldura de interesse pela cultura e a produção escrita de estrangeiros imersos num curso de PLE no Brasil. Os textos de Rosiane Xypas e de Webert C. Barros com Regina C. Mendes Ferreira, respectivamente, exploram para nós ângulos produtivos para orientar nossa observação e prática do ensino de PLE.

O artigo de Marcos dos Reis Batista, da UFPA, em Belém, mira um conceito que eu mesmo introduzi na literatura especializada brasileira sobre o ensino de línguas: o da estrangeirização da língua-alvo. Sem os devidos cuidados, uma língua dita estrangeira pode de fato levar professor e alunos a permanecerem e até aprofundarem um senso de estranhamento com relação à língua-alvo.  O texto de Reis Batista começa uma jornada empírica que há de trazer ainda mais luz sobre esse fenômeno frequente nas salas de aula de línguas estrangeiras.

Carolina Clérici, de uma universidade argentina aborda de modo prático e acessível algumas formas de práticas ou atividades que prometem interação e, quem sabe, até aquisição da nova língua posta para aquisição. O tratamento de procedimentos contemporâneos como a simulação, improvisação, dinâmicas de grupo e trabalhos em pares podem nos permitir contrastá-los com procedimentos tidos como mais radicalmente comunicativos como a tarefa e o projeto em estudo temático.

Em seguida oferecemos, Marcelo Santos e eu, J.Carlos Almeida Filho, um exercício importante de análise de abordagem de uma professora de quem só dispúnhamos de uma transcrição simples de uma de suas aulas num país hispanofalante da América do Sul. Esse material limitado foi testado para que aprendêssemos se essa base de transcrição sem observações, notas e áudio de gravação já seria suficiente para uma primeira análise de abordagem de ensino.

O próximo texto publicado neste número traz uma análise da questão do vocabulário num livro didático para o ensino de PLE. Esse trabalho de Liliane Neves, Ana Maria Vilela e Jerônimo Coura Sobrinho aproveita o contexto do livro didático para explorar esse flanco importante do trabalho complexo de produzir e utilizar material de ensino em situações brasileiras.

Por último, a resenha crítica do livro recém-lançado de Almeida Filho, Fundamentos de Abordagem e de Formação no Ensino de PLE traça uma descrição e potencial de uso do material autoral com fins formativos e abre perspectivas para compreender os conteúdos e propostas ali contidos. 

Uma edição completa de ideias e argumentos não se exaure com a sua descrição como o fiz aqui. Ela se torna plena de ideações e motivações para outros trabalhos e novas maneiras de ensinar PLE quando os leitores se debruçam sobre elas na pesquisa e na formação nossa dói dia a dia. Bom percurso a todos que nos visitarem nestas latitudes digitais mais uma vez e muitas mais vezes no ponto www.siple.org.br!  

 

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