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7. O Tratamento do Léxico no Livro Didático Terra Brasil Imprimir E-mail
Escrito por Liliane de Oliveira Neves, Ana Maria Nápoles Villela, Jerônimo Coura-Sobrinho - Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais - ISSN 2316-6894   

Resumo
Este estudo tem como objetivo pesquisar algumas teorias de ensino e aprendizagem de Português como Língua Estrangeira (PLE), focando na competência lexical e verificando se essas teorias se articulam com as atividades propostas no livro didático Terra Brasil: Curso de Língua e Cultura.

Palavras-chave: Teorias de ensino e aprendizagem de PLE, competência lexical, Terra Brasil.

Abstract

This study aims at researching some theories on teaching and learning of Portuguese as a Foreign Language (PFL), focusing on the lexical competence, and to verify if those theories articulate with the activities proposed in the textbook Terra Brasil: Curso de Língua e cultura.

Keywords:Teaching and learning PFL, lexical competence, Terra Brasil.

A discussão de questões concernentes ao ensino/aprendizado de português para estrangeiros (PLE) vem se desenvolvendo tanto no Brasil quanto no exterior, na perspectiva da Linguística Aplicada e dos princípios da Linguística Textual, destacando-se, assim, como objetos de pesquisa, o processo pedagógico e a competência lingüística, que comporta, entre outras, a competência lexical.

No que toca à competência lexical para a produção textual escrita, percebe-se que as escolhas dos recursos lingüísticos para a produção de um texto representam o grau de liberdade dos sujeitos, permitindo-lhes imprimir um estilo próprio de comunicação, sem perder de vista a intenção de se fazer entender.

O léxico é um componente fundamental da organização lingüística, tanto do ponto de vista semântico e gramatical, quanto do ponto de vista textual e discursivo. O sucesso no aprendizado de PLE pode ser relacionado ao conhecimento lexical, visto como um continuum de níveis e dimensões que sinalizam o grau de proficiência na língua alvo e entendido como a capacidade de produzir enunciados adequados a determinados gêneros do discurso, ao contexto de produção e ao propósito comunicativo.

Diante disso, num primeiro momento apresentaremos um estudo sobre léxico e vocabulário e como esses termos são utilizados ao longo do tempo, bem como sobre teorias que tratam da competência lingüística, da competência lexical e dos processos de aquisição de uma segunda língua.

A partir disso, o livro Terra Brasil será apresentado, visando avaliar o espaço ocupado pelo léxico nesse material, bem como entender as estratégias e atividades de produção textual propostas com vistas à ampliação da competência lexical do aprendiz.

O livro Terra Brasil: curso de língua e cultura, escrito por ReginaLúcia Péret Dell’Isola e Maria José Apparecida de Almeida, é um livro didático destinado a falantes de outros idiomas que tenham o interesse em aprender a variante brasileira da Língua Portuguesa.

A obra é divididaem 12 unidades, sendo que as quatro primeiras têm como público alvo os principiantes e, as demais, alunos com um conhecimento básico sobre a Língua Portuguesa e que buscam um maior desenvolvimento.

Segundo as autoras, Terra Brasil foi concebido com o objetivo de ser suporte eficaz para a aquisição das habilidades de ouvir, falar, ler e escrever em Língua Portuguesa do Brasil. Para desenvolver essas habilidades, as autoras propõem diálogos, uso comunicativo da linguagem, tarefas, textos para leitura, atividades de escrita e produção textual, compreensão auditiva, fonética, aspecto cultural e sistematização gramatical.

As unidades do livro são divididas em tópicos, a saber:

1) Diálogo: os diálogos contextualizam os temas que são tratados na unidade, de forma que são explorados os aspectos e habilidades lingüísticos. 

2) Na ponta da língua: são focalizados formas e usos da Língua, através de atividades de compreensão e escrita. De acordo com as autoras, “sem ignorar a existência dos vários níveis de linguagem, buscou-se priorizar a Língua Portuguesa em seu aspecto mais formal, menos coloquial”.

3) Guarde Bem: nesse tópico, o objetivo é a ampliação do conhecimento lexical por meio de termos, vocábulos, expressões úteis dentro de uma determinada situação.

4) Bate-papo: são propostos vários temas para conversas que têm o objetivo desenvolver as habilidades de compreensão auditiva e expressão oral.

5) Sistematizar é preciso...: essa é a seção em que são enfatizadas as estruturas lingüísticas formais que são priorizadas em cada unidade. As regras gramaticais são explicitadas de forma clara e sucinta.

6) Leio, logo entendo: esse tópico visa criar estratégias de desenvolver a habilidade de compreensão escrita e proporcionar o conhecimento e entendimento de aspectos culturais brasileiros, ao mesmo tempo em que busca aumentar/incrementar o vocabulário do aprendiz.

7) Ouça bem!: nessa parte, há propostas de compreensão auditiva, que dão ao aluno a oportunidade de conhecer variados registros na Língua Portuguesa.

8) Sons da terra: essa seção traz sugestões de músicas brasileiras que contribuirão para a compreensão auditiva e expressão oral.

9) Desafio: tarefa comunicativa: o objetivo dessa seção é levar o aluno ausar a Língua Portuguesa em uma ação interativa e com um objetivo definido, explorando os gêneros textuais.

10) Almanaque Brasil: essa seção trabalha com aspectos culturais brasileiros que traçam o perfil da sociedade, como família, comportamento, lazer, esporte, etc.

Segundo as autoras, este livro didático surgiu da experiência na área de Português como Língua Estrangeira e foi proposto para servir de base no processo de ensino-aprendizagem de PLE. Percebe-se a grande variedade de gêneros textuais e a exploração das habilidades de leitura, produção escrita e produção oral.

Para melhor apontarmos o diálogo existente entre algumas teorias e as atividades propostas em Terra Brasil, apresentamos, a seguir, os principais conceitos que nortearam esta pesquisa.

Para Genouvrier e Peytard (1973, 279), o léxico individual é o conjunto de todas as palavras que, em um dado momento, estão à disposição do locutor; são as palavras que ele pode, oportunamente, empregar e compreender. Quanto ao vocabulário, é entendido como o conjunto das palavras que o locutor efetivamente emprega em um ato de fala, ou seja, é a atualização de certo número de palavras pertencentes ao léxico individual do locutor. Eles afirmam que “vocabulário e léxico acham-se em relação de inclusão: o vocabulário é sempre uma parte, de dimensões variáveis conforme as solicitações de momento, do léxico individual, que, por sua vez, parte farte do léxico global.”

Charaudeau e Maingueneau(2008, 494) ao tratarem da significação desses dois “componentes”, dizem que o termo vocabulário é, no uso corrente, compreendido com um sinônimo de léxico e que essas duas unidades lexicais designam um conjunto de palavras. Além dessa definição, eles apresentam a diferença de significação existente.

A distinção entre léxico e vocabulário é dada por Wagner (1967:17): que instala uma relação de inclusão entre o léxico, definido como o ‘conjunto de palavras por meio das quais os membros de uma comunidade lingüística se comunicam entre si’, e o vocabulário, que vem a ser ‘um domínio do léxico que se presta a um inventário e a uma dada descrição’. Picoche (1977:45), sem problematizar essa bipartição, a explica diferentemente propondo ‘chamar de léxico o conjunto de palavras que uma língua coloca à disposição dos locutores, e vocabulário o conjunto de palavras utilizadas por um dado locutor em dadas circunstâncias’.

Leffa (2000), ao analisar os aspectos externos e internos da aquisição lexical, explica a diferença entre léxico e vocabulário: léxico é entendido como a totalidade de palavras existentes em uma língua. Vocabulário, para ele, é considerado uma parte do léxico, ou seja, a parte que representa uma determinada área de conhecimento.

Para a análise das atividades propostas no livro Terra Brasil, optamos por adotar a mesma definição dada por Picoche, extraída do Dicionário de Análise do Discurso de Charaudeau e Maingueneau, em que o léxico é o conjunto de palavras que uma língua coloca à disposição dos locutores, e o vocabulário o conjunto de palavras utilizadas por um dado locutor em dadas circunstâncias.

Genouvrier e Peytard (1973, 29), ao estabelecerem uma distinção entre o código oral e o código escrito, deixam claro que a mensagem oral utiliza elementos informativos que a mensagem escrita não reencontra senão de maneira indireta e imperfeita. Dentre esses elementos, têm-se as entonações, as pausas, a rapidez da elocução, os acentos de intensidade, que são extremamente importantes para a compreensão da mensagem por parte do receptor.

Percebemos, nesse sentido, como Terra Brasil, especialmentea seção “Desafio: tarefa comunicativa”, dialoga com as noções de oral/escrito:

seção que tem como objetivo levar o aprendiz a usar a Língua Portuguesa de forma semelhante à maneira que os falantes nativos a utilizariam. Portanto, trata-se de uma ação com um propósito direcionado a um ou mais interlocutores.

É importante destacar que há um diálogo muito próximo entre algumas conceituações dadas por Genouvrier e Peytard (1973) e o conteúdo do livro Terra Brasil, principalmente no que toca aos aspectos “oral/escrito”, “uso de dicionários” e “ensino de vocabulário”.

Quanto ao aspecto “oral/escrito”, Genouvrier e Peytard (1973) dizem que não se deve mais privilegiar um ou outro, mas sim fazer um estudo que possa esclarecer um pelo outro. É necessário compreender a dupla realização da língua (oralidade e escrita). É nesse sentido que em Terra Brasil encontramos, na introdução de cada unidade, um diálogo escrito e, a partir dele, atividades que proporcionam o desenvolvimento da leitura e da escrita.

Quanto ao aspecto “uso de dicionários”, Genouvrier e Peytard (1973) afirmam que o leitor, ao consultar um dicionário, tem sempre como motivação profunda resolver um problema de sentido, tornar clara uma zona da linguagem que escapa provisoriamente a seu uso. Em Terra Brasil, principalmente na seção Guarde bem, são introduzidos termos, juntamente com imagens, para que o conhecimento lexical do aprendiz seja ampliado. Outras atividades trabalham esses mesmos termos explorados, para que o aprendiz tenha mais facilidade em apreendê-los. Entendemos que essa seção tem a mesma função de um dicionário, mas além de explorar o significado das palavras, ela o faz através de imagens e da aplicação dos termos/expressões utilizados na construção de enunciados.

O aspecto “ensino de vocabulário”, por sua vez, é tratado por Genouvrier e Peytard (1973, 357) como um fator fundamental para enriquecer quantitativa e qualitativamente o léxico individual do aprendiz.

Quantidade, exigindo que os campos lexicais percorridos o sejam em sua multiplicidade e diversidade; qualidade, exigindo que os campos semânticos sejam explorados minuciosamente, e que se chegue a trabalhar com precisão sobre os sinônimos e os homônimos. Digamos imediatamente que essa distinção do quantitativo e do qualitativo tem valor apenas relativo e que as duas noções são solidárias, pois ensinar o aluno a distinguir os <<matizes>> de uma palavra (qualitativo) é ao mesmo tempo multiplicar os usos dessa palavra (quantitativo).

Toda essa questão de ensino de vocabulário é amplamente explorada em todas as seções de Terra Brasil, considerando que esse livro objetiva inserir o aprendiz na cultura brasileira através da escrita, da leitura, dos aspectos fonológicos, auditivos e da sistematização gramatical. Em especial na seção Leio, logo entendo,

Encontram-se textos para leitura cuidadosamente selecionados com a finalidade de ampliar o vocabulário do aluno, de promover o desenvolvimento da habilidade de compreensão escrita, além de favorecer o entendimento de aspectos culturais do Brasil.

Para ilustrar a relação entre esses três aspectos analisados (oral/escrito, uso de dicionários e ensino de vocabulário, utilizamos o seguinte quadro, adaptado de Genouvrier e Peytard (1973, 154):

Segundo os autores, “cada um possui, então, somente uma parte mais ou menos considerável do léxico de sua língua materna”. Relacionando isso ao ensino/aprendizado de PLE, podemos dizer que o desenvolvimento, o aprimoramento e a ampliação do vocabulário (ou léxico individual), podem estar diretamente ligados à interação entre os sujeitos, à leitura, (ou à imersão na cultura brasileira).

O livro Terra Brasil fornece ao aprendiz um número diversificado de palavras utilizadas em contextos reais, que exigem do aprendiz o emprego de quase a totalidade das palavras expostas. Essa estratégia proporciona a ampliação do conhecimento lexical e a utilização precisa do vocabulário. Assim, um vasto e adequado vocabulário écapaz de proporcionar ao aprendiz a capacidade de veicular concepções, observar, compreender e até mesmo de sentir.

Segundo Garcia(1983, 155), as impressõesadquiridas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras. “É verdade que nossos hábitos lingüísticos afetam nosso comportamento e são afetados por ele, pelos hábitos físicos e mentais normais, tais como a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação.”

Pode-se dizer que tudo isso está presente no livro Terra Brasil, desde o projeto gráfico da capa, que explora a questão das várias “identidades” brasileiras, da natureza, da cultura, fatores esses que, gradativamente, são desenvolvidos ao longo das seções propostas. Ou seja, os hábitos lingüísticos, físicos e mentais normais tratados por Garcia (1983)levarão à clareza dos conteúdos trabalhados.

A respeito da significação das palavras, Leffa (2000) diz que a identificação de significado que uma palavra tem no dicionário é diferente do significado que ela adquire quando está na companhia de outras palavras no texto. Isso pode ser percebidoem várias seções de Diálogo que introduzem cada unidade. Na unidade 2, por exemplo, são exploradas expressões como “tá de cama”, “a criança tá berrando”, “o amor é cego”. Na unidade 4, é explorada a palavra “sereia”. As palavras cama, berrando, cego e sereia, na companhia de outras palavras e inseridas em determinados contextos, contêm uma significação diferente daquela dada por um dicionário.

Nesse sentido, Leffa (2000)explicaque entre o texto e a palavra existe um processo de interação, em que se baseiam algumas regras fundamentais, ou seja, a palavra não simplesmente tem um significado a partir do texto, mas é privilegiado um de seus possíveis traços semânticos.

Considerando que, em geral, as palavras podem ter diversas significações, elas têm a capacidade de aparecer em vários lugares do texto. Para Leffa (2000), conhecer a riqueza das palavras faz parte do que significa conhecer uma língua. Partindo desse pressuposto, entende-se que, ao utilizar um vasto vocabulário, Terra Brasil tem a intenção de proporcionar ao aprendiz esse conhecimento da língua portuguesa e, a partir dele, saber comunicar-se em diferentes situações no cotidiano.

Com o objetivo de aperfeiçoar o conhecimento da nossa língua, Terra Brasil utiliza de diversas estratégias para conduzir o aprendiz ao seu uso eficaz e ao aumento do conhecimento lexical, como por exemplo: a repetição de palavras e expressões, principalmente nas primeiras unidades do livro, a contínua utilização de palavras vinculadas ao contexto (sempre relacionando o texto a atividades) e a figuras, a explicação de termos e regras gramaticais. Isso atende ao fator da repetição/retomada discutido por Leffa (2000), quando afirma que, ao se ler ou ouvir uma palavra apenas uma vez, sem muito envolvimento por parte do leitor/ouvinte, ela poderá ser esquecida com grande facilidade; entretanto, quando a palavra é retomada e “cognitivamente remexida, processada e manipulada”, tem-se uma grande probabilidade de permanecer na memória de longa duração e de se integrar numa rede lexical ampla.

Percebe-se que, em várias seções de Terra Brasil, como por exemplo, em Diálogo, Guarde bem e Leio, logo entendo, são inseridas novas palavras dentro de um contexto significativo e que o aprendizado dessas palavras se dá por relações intratextuais (inferências dentro do próprio texto) ou por relações intertextuais (através de outros textos e atividades dados na própria unidade em estudo).

A partir dessas constatações, entendemos que essas estratégias de ensino/aprendizado da nossa língua constantes das seções acima citadas estão relacionadas aos três fatores que Leffa (2000) considera fundamentais para que o desenvolvimento do léxico em uma língua ocorra de modo adequado e suficiente: 1) seleção do vocabulário a ser aprendido; 2) seleção dos textos a serem usados; 3) seleção das estratégias a serem empregadas.

Conforme Binon (2000), o processo de aquisição de vocabulário não passa pelo acúmulo de itens lexicais, mas por etapas intermediárias, ou seja, por meio de uma estruturação progressiva. Anderson (1985 apud Binon p.55), considerando o aprendizado do vocabulário, prevê três distintas etapas: 1) cognitiva: em que o aprendiz consegue incorporar conscientemente conhecimentos novos de ordem estática; 2) associativa: em que o aprendiz consegue assimilar progressivamente as regras de utilização dos conhecimentos com o intuito de levar a cabo as tarefas; 3) autonomia: em que as operações se automatizam e permitem que o aprendiz consiga mobilizar seus conhecimentos à medida de suas necessidades. Para ele, a competência textual e a lexical estão intimamente relacionadas.

É possível dizer que Terra Brasil situa o vocabulário dentro de uma perspectiva comunicativa, que leva em consideração a importância de se ensinar/aprender o vocabulário, o público alvo, os objetivos de se estudar e aumentar o vocabulário, bem como contextualiza cada atividade. Tudo isso vai ao encontro do pensamento de Binon (2000), quando ele diz que “conhecer uma palavra não significa apenas ser capaz de fornecer uma definição, mas também contextualizá-la no bojo de seu micro-sistema de relações paradigmáticas”.

De acordo com Dell´Isola (2005), apesar de não haver evidências empíricas, o contexto tem sido apontado como um fator que leva o aprendiz de uma Língua Estrangeira (LE) a compreender uma palavra em um texto escrito na língua que estuda. Podemos dizer que Terra Brasil, a partir da contextualização, faz um convite ao aprendiz para a “adivinhação” do significado de itens lexicais desconhecidos. Nas primeiras unidades, percebe-se que são exploradas palavras/expressões “básicas” da conversação. À medida que o livro avança na exposição de itens lexicais mais complexos, o convite é feito considerando palavras/expressões regionais, gírias, ironias, ditos populares, inferências. Isso ainda é reforçado em todas as seções de cada unidade, pois todas as atividades propostas se correlacionam em questão de conteúdo.

No que tange a todas essas estratégias que levam o aprendiz a se inserir na cultura brasileira por meio de textos, Ferraz (2006, 219) afirma que “as relações entre léxico e cultura, léxico e sociedade, são, indubitavelmente, muito fortes.

Todas essas discussões expostas sobre léxico e aquisição de vocabulário no contexto de aprendizagem de uma língua estrangeira (LE) podem nos mostrar como essas teorias dialogam com as atividades propostas em Terra Brasil, e como é possível, a partir de um material didático como suporte, proporcionar ao aprendiz um melhor desenvolvimento do seu potencial linguístico na língua alvo. Percebemos, portanto, que esse livro didático permite que o aprendiz reorganize o seu material linguístico no seu estado de aprendizado e saiba aplicá-lo na Língua Portuguesa.

Referências Bibliográficas:

  • BINON, Jean; VERLINDE, Serge. Como otimizar o ensino e a aprendizagem de vocabulário de uma língua estrangeira ou segunda? IN: As palavras e sua companhia: o léxico na aprendizagem das línguas. Pelotas: EDUCAT, 2000.
  • CHARAUDEAU, Patrick; MAINGUENEAU, Dominique. Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo: Contexto, 2008.
  • DELL´ISOLA, Regina Lúcia Péret; ALMEIDA, Maria José Apparecida de Almeida. Terra Brasil: curso de língua e cultura. Belo Horizonte: UFMG, 2008.
  • FERRAZ, Aderlane Pereira. A inovação lexical e a dimensão social da língua. IN: O léxico em estudo. Belo Horizonte: UFMG, 2006.
  • FORTES, Laura. Sentidos de “erro” no dizer de professores de inglês/língua estrangeira: uma reflexão sobre representações e práticas pedagógicas. Dissertação de Mestrado. USP, 2008.
  • GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. 11ª ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1983.
  • GENOUVRIER, Emile; PEYTARD, Jean. Linguística e Ensino do Português. Coimbra: Livraria Almedina, 1973.
  • LEFFA, Vilson J. Aspectos externos e internos da aquisição lexical. IN: As palavras e sua companhia: o léxico na 
 

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