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Apresentação do Primeiro Número Imprimir E-mail

A REVISTA SIPLE nasce neste primeiro número regular de 2010. Os artigos que aqui registramos foram os aprovados pelos conselheiros editores ad hoc  e por mim, Editor-Chefe pró-tempore, a partir de um lote de pouco mais de 14 artigos enviados à Secretária da SIPLE via Portal SIPLE ao longo de 2009 e na primeira metade de 2010. A organização do segundo número já está em andamento e tudo faz crer que antes do encerramento do segundo semestre deste ano, tenhamos no prelo o segundo lote de artigos que comporão o segundo número do ano 1 da Revista.  Nossa política será manter pelo menos dois números regulares da Revista por ano e solicitar o ISSN do referido periódico no início de janeiro do próximo ano. Dessa forma, os autores poderão citar suas publicações e número de ISSN nos relatórios de pesquisa que costumam ser exigidos antes do início do primeiro semestre de cada ano letivo.

Neste número, surgiu espontaneamente a seguinte formação de núcleos temáticos: no Núcleo 1 estão reunidos trabalhos que contemplam um histórico da SIPLE, as condições atuais de oferta do PLE em Macau na China, e  política de oferta do PLE na América do Sul. Os autores são Itacira Ferreira, primeira presidente da Siple entre 1992 e 1994, Teixeira & Silva e Moutinho, professores de PLE na Universidade de Macau, e Laura Maselo, professora de PLE na Universidade da República, em Montevidéu, Uruguai. Trabalhos de natureza histórica e sobre políticas de língua têm aparecido com frequência maior nos eventos da SIPLE indicando uma preocupação por conhecer nossas raízes fundacionais e pela construção de uma identidade de área madura. A questão das licenciaturas exíguas em Português nas universidades dos países vizinhos do Brasil na América do Sul tem sido um tópico freqüente em eventos de PLE da região.

No Núcleo 2, temos dois trabalhos sobre cultura e aprendizado de PLE. Esse tema da interculturalidade também não tem estado ausente das mesas do CONSIPLE nos últimos cinco anos indicando assim a sua atualidade. Os autores desse núcleo são Itacira Ferreira, do Centro de Línguas da Unicamp, e Maristela Gripp, da Universidade Federal do Paraná.

Outro foco deste número da Revista é no processos de ensinar e de adquirir PLE. O artigo do professor argentino Juan Pedro Rojas lida com a delicada questão da interlíngua Portunhol lançando luzes sobre a sua natureza e mostrando alternativas para se trabalhar com ela. Caron e Bracciali escrevem sobre o processo de se ensinar PLE para dois grupos de especialidade que crescem em importância no cenário profissional: os de indígenas brasileiros e de africanos. Laura Braz de Almeida retoma um tópico de mais alta frequência na década passada: o do ensino da língua escrita que engloba tanto a leitura como a escrita, ambas habilidades do letramento que não cessa de nos colocar desafios especialmente quando se trata de aprendentes marcados por oralidade ou transitando para uma camada mais alta de letramento advindo da tecnologização.

Por último, ao final do volume aparece uma entrevista. A entrevista com dois professores da Universidade Estadual Santa Cruz, em Ilhéus, discutindo com grande agudeza as atitudes ou percepções de inferiorismo ou ufanismo, dois pólos opostos dessas distorções que podem ocorrer principalmente quando professores brasileiros ensinam no exterior. Nesses depoimentos fundamentei, na qualidade de intérprete das asserções, uma brevíssima análise desses importantes aspectos da identidade do professor de PLE.

Desejamos uma produtiva e interessada leitura da diversa coletânea de tópicos nos textos oferecidos neste número inaugural da Revista SIPLE levada a público por ocasião do IX CONSIPLE BRASÍLIA, ocorrido na capital brasileira entre 06 e 08 de outubro de 2010.

Brasília, 07 de outubro de 2010.

José Carlos Paes de Almeida Filho
Editor da Revista SIPLE

 

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